Todas as plantas produzem cera para se proteger
das agressões do ambiente. A Palmeira Corpenícia
Prunifera, nome dado em homenagem a Nicolaus Copernicus,
cresce ao longo dos rios, vales e lagoas do Sri-Lanka, África
e alguns países da América do Sul.
Entretanto, devido a sua exposição
num ambiente inóspito no Nordeste do Brasil,
em especial nos estados do Ceará, Piauí e
Rio Grande do Norte e Maranhão esta palmeira
tem a sua capacidade de produzir a cera maximizada
a nível industrial.
A cera é produzida nas células internas
da folha e migra para sua superfície, formando
uma película na folha que impede que a planta
perca muita água por transpiração
e realize a fotossíntese.
A origem do nome Carnaúba vem da decomposição
da palavra em Tupi-Guarani “carnahyba”,
composta de caraná ou caradá, que significa
escamoso, pele e “yba” que significa árvore
ou palmeira.
A Cera de Carnaúba é derivada do refino
do pó extraído das folhas da palmeira
Corpenícia Prunifera, podendo ser comercializada
em pó, escamas e pedaços. Sua coloração
e tipo são determinados de acordo com a idade
das folhas que são extraídas e da forma
que estas são manuseadas no processo de extração
e beneficiamento.
Os tipos de Cera de Carnaúba são:
Cera
de Carnaúba Filtrada Tipo - 1 |
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Resultante
do pó extraído das folhas do
olho da palmeira. São as folhas novas
que ainda não efetivaram a fotossíntese,
dando assim uma coloração clara à cera.
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Cera
de Carnaúba Filtrada e Clareada Tipo
- 3 |
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Resultante
do pó das folhas já abertas e
que efetivaram a fotossíntese. Apesar
de ser clareada (bleached) sua coloração é um
pouco mais escura do que da Cera de Carnaúba
Tipo 1.
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Cera
de Carnaúba Filtrada Tipo - 4 |
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Resultante
também das folhas maduras, porém
não passa pelo processo de clareamento.
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Curiosidade
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A mais antiga ilustração
da Carnaúba se encontra em um trabalho
escrito por Marcgravius e Piso, datado de
1648, intitulado “História naturalis
Brasiliae”.
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