diversos continentes. No entanto a C. Prunifera só é encontrada
no Nordeste brasileiro com maior incidência
nos Estados do Ceará, Piauí,
Rio Grande do Norte e Maranhão.
A cultura da Carnaúba é um perfeito exemplo da utilização
sustentável dos recursos naturais, pois a extração
e beneficiamento da Cera de Carnaúba seguem o seguinte processo:
O
pó cerífero é extraído
das folhas da Copernicia Prunifera no período
da safra, de Agosto a Dezembro, sem agredir o meio
ambiente e preservando a integridade das palmeiras,
pois somente a folhagem é cortada, a qual
nascerá novamente na safra seguinte.
O
corte das folhas nada mais é do que uma
poda, não prejudicando a palmeira e ainda
retardando o seu envelhecimento.
Após
o corte das folhas estas são expostas ao
sol para secagem.
Depois
de bem secas, elas são “batidas” para
a extração do pó. O rejeito
das palhas se transforma em adubo orgânico.
Este
pó é cozido e filtrado em grandes
prensas de madeira (processo primitivo utilizado
por produtores do campo) ou por extratores de solvente,
resultando na Cera de Carnaúba que, posteriormente
será classificada e refinada nas indústrias
exportadoras.
Na
produção de cera bruta a água é utilizada
como solvente.
Os
rejeitos da filtração da Cera de
Carnaúba com solvente nas indústrias
são reciclados, produzindo cera e adubo
orgânico (bagana).
No
clareamento, a reação do peróxido
de hidrogênio libera no ambiente água
(vapor d’água) e oxigênio.
A Cera de Carnaúba poderá ser
comercializada em pó, escamas ou blocos.
Todos os processos de produção
da Cera de Carnaúba são minuciosamente
monitorados por profissionais altamente especializados.
Além de seu valor industrial, a Cera de Carnaúba é um
produto de elevado fator social, pois requer de um grande volume de mão
de obra na estação seca, fixando o homem no campo.